A resenha semanal sobre o que mexe com o seu bolso_

Sentimos muito em falar da taxa básica de juros novamente, mas… fazer o quê? Ela subiu de novo e isso tem um impacto direto no seu bolso. Tentamos fazer isso de um jeito menos chato, então fica por aqui e confira ainda:

• Uma possibilidade de mudança de carreira?
• Spotify ouviu os cantores
• Olímpiadas de inverno...sem neve

Iguais! Mas nem tanto...

Brasil e Estados Unidos são dois países muito parecidos, em alguns aspectos. Para começar, ambos têm algumas das maiores extensões territoriais, foram colonizados por europeus mais ou menos na mesma época e se tornaram grandes parceiros comerciais. 

Agora, essas duas nações de dimensões continentais, vivem momentos econômicos ao mesmo tempo semelhantes e diametralmente opostos. 

Como assim?

Vamos, primeiro, às semelhanças. 

O Comitê de Política Monetária, o Copom, do Banco Central, decidiu ontem (2) aumentar a taxa básica de juros da economia, a Selic. De novo. O Fed, apelido do Banco Central Americano (de Federal Reserve), também anunciou que aumentará os juros por lá. 

Esse aumento da taxa de juros é consequência do mesmo fenômeno econômico que os dois países enfrentam: o aumento generalizado e persistente de preços. Ela mesma, a inflação. 

As semelhanças param por aí. Isso porque as razões e os impactos das políticas econômicas são muito diferentes. 

Vamos começar pela inflação.

Os Estados Unidos estão passando pela maior inflação dos últimos 40 anos, de, atenção, 7% ao ano (é muito triste dizer que sentimos inveja?). Enquanto isso, o Brasil, já passou por situações piores (4.900% no acumulado de 12 meses em junho de 1994). Mesmo assim, a inflação está em um patamar pouco confortável que não era visto desde 2016: o de dois dígitos. 

Nas terras onde se fala inflation, a razão para a remarcação dos preços é o aumento de consumo na retomada da economia, somado aos gargalos nas cadeias de abastecimento que afetam o mundo todo. 

Por aqui, um dos principais fatores da inflação é, veja só, o dólar. Afinal, a moeda americana está em quase tudo: desde o preço do trigo que faz o pãozinho até o susto que você leva sempre que vai abastecer o carro.

E a taxa básica de juros com isso?

Os dois países usam, entre outros, a taxa básica de juros como instrumento para conter a inflação. Isso porque aumentar o custo do crédito faz com que os consumidores gastem menos e invistam mais, já que a remuneração de investimentos da renda fixa acompanha essa taxa. (enlightenedLEMBRETE: isso não vale para a poupança que já atingiu sua rentabilidade máxima de 0,5% + TR ao mês quando a Selic passou de 8,5% ao ano. Agora, nem que a Selic chegue a 15% ao ano – bate na madeira – a rentabilidade da poupança se mexe). 

Mesmo assim, os cenários são beeeem diferentes. As decisões do Fed, por exemplo, têm um impacto na economia mundial. Isso porque, sendo a economia mais forte do mundo (e, portanto, mais segura), um aumento nessa taxa pode atrair investidores que estariam dispostos a colocar dinheiro em países com economias mais voláteis, tipo o Brasil.

Tem mais: o aumento por lá é bem menor. O BC americano deve aumentar a taxa de juros de ZERO para 0,25% no que seria o primeiro aumento desde 2018.

Enquanto isso, a Selic do Brasil subiu para 10,75% ao ano – e com perspectiva de novas altas. O que especialistas esperam é que chegue a 12,25%, o que geraria aquele famoso retorno por volta de 1% ao mês. 

Nesse patamar, quem aplicar R$ 10 mil em um investimento que pague 100% do CDI (uma taxa que acompanha de perto a Selic), teria um rendimento de R$ 887 em um ano. Quem preferir deixar esse dinheiro na poupança teria uma correção de apenas R$ 758 no mesmo período. 

É, não está muito fácil para os brasileiros. O que nos consola é saber que o nosso cachorro-quente é muito mais criativo. 

Entenda mais:

Vídeo: O que fazer com os investimentos diante da nova Selic?

Vídeo: O ano da renda fixa?

Texto: Quais são os melhores investimentos com a Selic a 10,75% ao ano?

Texto: O que é Taxa Selic?


Hora de rever o currículo?

O Brasil terminou 2021 com um saldo positivo de 2,7 milhões de vagas de emprego com carteira assinada. Os dados foram divulgados na segunda-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. 

Mas, apesar da melhora no número de vagas, o salário médio de contratações caiu: foi de R$ 2.000,26 em 2020 para R$ 1.921,19 no ano passado. 

Algumas vagas, no entanto, principalmente no setor financeiro, ficaram bem acima dessa média. Como um Diretor de Crédito (exceto crédito imobiliário) que tem um contracheque médio de R$ 37.134,38, Diretor de Riscos de Mercado, com R$ 34.718,47, e Diretor de Produtos Bancários, que foi registrado com um salário médio de R$ 34.385,11.

Você poderia imaginar que na quarta posição dessa lista viria algo como Diretor de Recuperação de Créditos em Operações de Intermediação Financeira, certo? Mas, não! Este cargo ficou em 6º, na verdade.

A profissão que ocupa o quarto lugar, com um salário de R$ 30.219,01 foi… Dramaturgo de Dança. Seria a hora de considerar uma mudança de carreira?

Confira a lista com as 10 ocupações com os maiores e menores salários registrados em carteira em 2021

Se você se empolgou com a possibilidade de trabalhar no mercado financeiro, aqui vai uma dica de um curso gratuito que pode te ajudar a chegar lá.


Escuta essa!

Os últimos dias não devem ter sido muito fáceis para o Spotify. A plataforma de streaming sofreu um boicote do veterano da indústria musical Neil Young, que retirou seu catálogo em protesto aos conteúdos negacionistas e falsos que circulam em podcasts patrocinados pela plataforma. 

No centro da polêmica está APENAS o podcast de entrevistas mais ouvido nos Estados Unidos, comandado por Joe Rogan, que teria recebido mais de R$ 550 milhões para transmitir seu programa com exclusividade no app de logo verde. 

Depois do anúncio do boicote, outros cantores seguiram o mestre e removeram suas músicas também. 

A polêmica acabou doendo no bolso. As ações do Spotify caíram 6% levando a empresa a perder cerca de US$ 2 bilhões em valor de mercado. 

Por que isso importa?

Além do efeito bola de neve que pode levar outros artistas a aderir ao boicote, a indústria da música está…envelhecendo. Cerca de 70% das canções mais ouvidas em plataformas de streaming têm mais de 18 meses, segundo a empresa de análise da indústria MRC Data.

O Spotify ouviu as reclamações e reagiu: seu fundador, Daniel Ek, anunciou que adotará medidas para combater a desinformação adicionando um rótulo a qualquer episódio de podcast que fale sobre a Covid-19.

E Rogan pediu desculpas pela polêmica toda. Será suficiente?

Mais sobre o setor:
NFTs de música surgem como ameaça ao reinado do Spotify


O que está achando da IMpulso dessa semana?


Sem tempo, irmão!

Uma rotina regrada costuma acomodar oito horas de sono. As outras 16 horas são divididas entre trabalho, refeições, lazer e…celular. 

Os brasileiros passaram, em média, quase cinco horas e meia por dia olhando para as telinhas. Um tempo maior que a média global, em torno de 4 horas e 48 minutos – o que representa um aumento de 30% em comparação com 2019.

Já parou para calcular? Isso quer dizer que passamos quase um terço das nossas horas “scrolando” o Instagram, assistindo a vídeos infinitos no TikTok, jogando joguinhos… 

As informações são do levantamento da empresa de análise de dados App Annie Intelligence. O estudo indicou ainda que sete de cada 10 minutos no celular foram gastos em aplicativos de vídeos e fotos e redes sociais. 

Quer ter um pouco de tempo de volta? Que tal desligar o celular? (Mas só depois de terminar de ler a IMpulso, combinado?)

Confira a média do tempo que as pessoas gastaram no telefone, por dia, nos últimos três anos no nosso GRÁFICO DA SEMANA. 



5 números que fazem a diferença

185 milhões de litros de água

As Olimpíadas de Inverno começarão oficialmente em Pequim na próxima sexta-feira (4), mas a cidade já está se preparando há muito tempo. Especialmente porque uma das convidadas de honra (e essencial) dos jogos resolveu não aparecer: a neve. Com as mudanças climáticas e sem neve natural, a China produzirá seus próprios floquinhos usando tecnologia e cerca de 185 milhões de litros de água. Let it go!

36 milhões de vivos

A prova de vida dos segurados do INSS passará a contar com um cruzamento de dados de diferentes órgãos públicos. A medida vai diminuir a burocracia que cerca de 36 milhões de beneficiários precisam cumprir para receber aposentadorias e pensões. A principal mudança é que a prova de vida não precisará mais ser feita presencialmente. 

Imposto de 30%

A Índia vai aplicar um imposto de 30% sobre toda renda obtida por meio de transferência de “ativos digitais virtuais”. O anúncio foi feito pela ministra das finanças no país durante a cerimônia de aprovação do orçamento no congresso que aconteceu na segunda-feira (31). A medida, olha só, foi vista como positiva pelo setor cripto. Isso porque uma taxação indica um passo para a legalização do uso de criptoativos. Afinal, não se pode taxar nada que seja ilegal.

Mais 3.000 soldados

A chegada de mais 3.000 soldados enviados pelos Estados Unidos para os aliados da OTAN deve aumentar ainda mais a pressão na fronteira entre Ucrânia e Rússia. Para uma das maiores casas de análise do mundo, o desfecho dessa crise é mais decisivo para a economia mundial do que decisões do Fed, o Banco Central americano. 

10 ingressos vitalícios

O Coachella, um dos maiores festivais de música do mundo, fechou uma parceria com uma exchange de criptoativos para lançar uma coleção de NFTs (se não lembra o que é NFT, clica aqui!). A coleção será lançada amanhã (4) e uma das coleções de edição limitadíssima de apenas 10 NFTs servirá como ingressos VITALÍCIOS para o festival. 
 

 


 

IM indica

AS CARTAS DE WARREN BUFFETT | Warren Buffett e Lawrence A. Cunningham | Editora Sextante: 400 páginas

Quem não é do mercado financeiro pode não conhecer Warren Buffett, mas já deve ter ouvido a frase “devagar se vai ao longe” – o que é quase a mesma coisa.

Aos 91 anos, Buffett é uma das pessoas mais ricas do mundo, posto que conquistou investindo com paciência, desde criança. A sua filosofia de investimentos pode ser resumida em uma das suas frases mais famosas: “Alguém está sentado na sombra hoje porque outra pessoa plantou uma semente há muito tempo”. 

O defensor do value investing escreve todos os anos, desde 1978, uma carta aos acionistas da empresa que fundou, a Berkshire Hathaway. Agora, uma seleção dessas cartas será publicada em formato de livro, compondo um elegante manual sobre gestão, investimentos e finanças.

A obra será lançada em 9 de fevereiro. Quem não quiser esperar até lá para conhecer mais sobre essa figura que, apesar da conta bancária, ainda vive na mesma casa que comprou por US$ 31 mil dólares em 1958 e costuma tomar café da manhã no McDonald’s, pode ler um perfil completo publicado no InfoMoney aqui.

 



 

Você já compartilhou a senha dos streamings com alguém? E costuma compartilhar um meme bobo com os amigos? Que tal compartilhar essa newsletter também? 

Afinal, conhecimento tem que ser dividido, não é?

Nos vemos na quinta-feira que vem, aqui mesmo, na sua Caixa de Entrada mail. Até lá.
 


SIGA

       

QUER CONSOLIDAR SEUS INVESTIMENTOS? BAIXE O NOVO APP IM+

 

 

infomoney.com.br
Av. Chedid Jafet, 75 - Vila Olimpia, Sao Paulo, SP

CEP: 04551-065 - Brasil


Descadastrar